23.12.10

Consumo

Alemanha, a terra dos impostos progressivos, as remunerações são altamente tributadas, perto dos 40%. Entretanto, o consumo não é muito tributado, o que torna tudo mais barato por lá. Fazer feira em Berlim é mais barato do que fazer feira em Recife, mesmo transformando euros em reais. Eu pagava imposto ao Governo Alemão pelos jobs que fazia, mas esse imposto era mais baixo por eu ser estudante. Por isso que a Alemanha é um dos países mais interessantes pra se estudar, principalmente em Berlim com seus aluguéis baratos, vida boêmia e ensino público gratuito.

22.12.10

Jeitinho

Uma vez em um supermercado em Berlim o cartão de crédito não queria passar, erro de leitura. A moça do caixa me devolve o cartão, pois não irá mais nunca pegar e pede pra eu pagar em dinheiro. Como não tinha dinheiro, passei a tarja magnética do cartão no cabelo e pedi pra ela passar novamente. Claro, dessa vez funcionou. A moça ficou impressionada com o jeitinho que eu dei, parecia que havia descoberto a coisa mais fantástica do mundo. Desde então é capaz de ela ter adotado esse jeitinho no dia-a-dia e as coisas podem se tornado mais fáceis quando ocorre um problema desse tipo.

Acho que os alemães podem ganhar muito se tornando mais flexíveis, adotando um pouco esse 'jeitinho brasileiro'. Assim como, nós, brasileiros, podemos ganhar muito adotando na medida do possível o 'jeitão alemão', ou seja, mais respeito aos outros e a individualidade de cada um.

5.12.10

Progresso


Ick bin ein Freak!
Upload feito originalmente por brecht [Albrecht Mariz]
O progresso brasileiro chegou a Berlim. O nosso progresso tem como principal pilar de sustentação a destruição.






O desenvolvimento das nossas cidades que em vez de nos propiciar melhores lugares para se viver, transformam nossas vidas num verdadeiro caos, nos restando as bolhas, quando não, as gaiolas de segurança máxima.

Berlim, no outro extremo do nosso significado de desenvolvimento, mantém várias características de uma cidade que se desenvolve sem sair destruindo tudo que se vê pela frente, ou mesmo onde o progresso parece ainda não ter chegado, pelo menos não da forma como nós brasileiros conhecemos. A liberdade do ser humano no meio urbano continua tendo prioridade, as pessoas são respeitadas durante o processo de transformação da cidade.

Mas ontem recebi uma mensagem bem triste de um amigo. Começaram a destruir a fábrica de sorvete abandonada onde nos reuníamos para tomar uma cerveja, conversar besteira e tirar as melhores fotos da Fersehturm. Esse telhado onde Nick está, já foi destruído. O resto da fábrica em pouco tempo também será demolida, no lugar serão construídos escritórios. Empresas de comunicação pretendem ocupar (ou o termo seria invandir?) todo o pedaço da margem do Spree que vai da Alex até a Warschauer Strasse, é o projeto Mediaspree.

Estruturas como a da fábrica de sorvete deveriam ser mantidas e restauradas, e não simplesmente destruídas, quando da existência de um projeto desse tipo.

Creio que a cidade perde com isso. E a perda para nós é imensamente grande.

O Mediaspree ainda pretende desocupar e destruir outros vários espaços na margem do Spree, como bares, restaurantes, boates e espaços culturais.

No Recife, querem vender o Parque dos Manguezais e aterrar o que resta dos nossos mangues.

[Minha última foto do local]

8.10.10

RAGE AGAINST THE MACHINE

06th June 2010. Finsbury Park, London. 

Um domingo em Londres, chego 10h da manhã no Finsbury Park, lugar onde o show do Rage Agaisnt the Machine começaria lá pras 21h. Chego lá ainda meio desconfiado, pensando talvez que tudo fosse uma pegadinha, como era difícil acreditar naquilo tudo. Vou chegando no parque e já vejo de longe as duas estrelas enormes, cada uma de um lado do palco e mais na frente uma fila de umas 100 pessoas, umas que esperam pra pegar o ingresso, assim como eu, e outras que já estão lá com ingresso, mas querem garantir seus lugares na grade. Assim passo a acreditar que aquilo está pra acontecer.

Vale contar que não havia recebido meu ingresso pelos correios como haviam me prometido, e só no dia de partir pra Londres que me avisaram que eu deveria pegar meu ticket no lugar do show. Uma série de informações desencontradas, que deixou todo mundo que não tinha ingresso louco durante a semana do show.

Depois de pouco mais de uma hora na fila, consigo pegar meu ingresso. Guardei como um tesouro dentro do passaporte e fui fazer uma feira pra antes do show.
A abertura dos portões era prevista pras 14hrs. Com meia horinha de atraso, os seguranças avisam com um megafone que vão abrir os portões, falam também pra ninguém correr, fazer tudo com muita calma. Movimentação, todo mundo se preparando, amarrando firmes os sapatos, deixando firme a mochila nas costas. Portões abertos, e claro, a calma durou menos de 10 segundos e no final todo mundo começou a correr, uns caindo em cima dos outros, todo se ajudando a levantar, depois caindo de novo, e eu não conseguia parar de rir.

Já lá dentro, fila enorme se forma pra comprar as camisetas da banda. Battle of Britain, Cowell: 0 Rage: 1, Victory Celebration...

E o clima era de festa mesmo, de celebrar um fato histórico, a vitória de pessoas que se juntaram e conseguiram vencer a grande mídia. E muito, muito mais que isso.

No Reino Unido é muito tradicional o hit de Natal, ou seja, a música mais vendida do ano através de internet. Cada download custa apenas 1£ e parece que todo por lá faz questão de comprar para colocar seu favorito no primeiro lugar. Uma coisa meio besta, fútil, mas que eles levam à sério. Nos últimos cincos anos, o single mais vendido na Inglaterra era o vencedor de um programa de calouros chamado X Factor. Era de se esperar que isso continuasse a acontecer e que Joe McElderry, o vencedor do X Factor 2009, fosse o n°1 de Natal.

Mas então um casal de ingleses, Jon e Tracy Morter, resolveram fazer um campanha apenas através de Twitter e Facebook para que Killing in the Name fosse o single mais vendido no Natal de 2009. Eles já haviam feito o mesmo em 2008, mas não deu certo. (Não me lembro qual foi a música escolhida pra a campanha de 2008). A campanha de 2009 deu muito certo, e chamou a atenção de toda a Inglaterra. Isso resultou na apresentação da banda na BBC, versão que o canal de televisão teve que censurar ao vivo, pois Zack, claro, não deixou de falar a parte mais importante no final da música.

Killing in the Name casou perfeitamente com o sentimento que as pessoas tinham de não quererem mais fazer o que uma grande mídia falava, de não fazer o que a televisão diz implicitamente, e muitas vezes explicitamente, o que você deve fazer.

No dia 20 de dezembro saiu o resultado, e Killing in the Name foi o single mais vendido de 2009 no Reino Unido. Música essa que agora de uma vez por todas se consolida como uma das mais importantes da história. Lançada em 1992 com o surgimento da banda, completamente revolucionária, anarquista e com o refrão certeiro: Fuck you, I won't do what you tell me.

Isso tudo mostra o qual importante é a internet como forma de organização. Mostra que nós, podemos sim nos organizar pra fazer alguma coisa e mudar algo que não nos agrade.

Tudo isso resultou na declaração dos integrantes do Rage que iriam fazer um show em Londres para agradecer por tudo. Show que foi de graça, com ingressos sorteados através de internet, os quais em pouco menos de 3 horas de esgotaram. Nesse show, eu estive presente.

Show que ainda teve na abertura Gallows, Roots Manuva e Gogol Bordello. Não queria nem me mexer nesses shows pra não gastar energia, mas não teve jeito. Os shows de Gallows e Gogol Bordello foram incríveis, de muita energia e pancadaria do começo ao fim. Nos intervalos colocaram uns DJs péssimos, até os caras do Gogol que tavam se preparando pra entrar ficaram olhando com cara de What a fuck? DJs expulsos a garrafadas, copos voadores e restos de comida.

Depois do show de Gogol Bordello, a multidão começa a se aglomerar, 40 mil pessoas, tirando as que pularam o muro. Cada espaço é sagrado, ninguém vai me colocar pra trás, todo mundo tentando meio que demarcar território, empurrões, cotoveladas, sorrisos ansiosos, pessoas enlouquecidas, últimos goles d'água, os copos ainda passam de mão em mão, tira uma foto minha aí brother, caralho, vai começar! Ainda não, a cada música que termina, colocada pra acalmar o público, a expectativa aumenta.

Então começa nos telões uma vinheta com uma caricatura do cara do X Factor, Cowell, falando, que triste ser derrotado e anuncia Rage Against the Machine. Uma sirene de emergência começa a tocar e a bandeira da banda com a estrela vermelha começa a subir bem devagar. As pessoas já começam a pular, a banda entra unida e a frase mais aguardada da vida de muita de gente é dita:

Good evening, we are Rage Against the Machine from Los Angeles, California!

Então começa Testify. Sim, aquilo estava mesmo acontecendo!



A partir de então não tenho mais propriedade pra falar de nada com uma sequência lógica de fatos. O set list ajuda a explicar:

Testify
Bombtrack
People Of The Sun
Know Your Enemy
Bulls On Parade
Township Rebellion
Bullet In The Head
White Riot (The Clash cover)
Guerrilla Radio
Sleep Now In The Fire
Freedom


Ou seja, sem tempo pra respirar, pra pensar em algo. Depois de Freedom, música onde sim, como prometido, estava pior que o gordinho do final do clipe, palco se apaga, saem todos. Entra outra vinheta mostrando os fatos mais importantes da campanha, reportagens de jornais, afirmações de que, Rage ganhar, não, isso não é possível e no final:


X-Factor: 450,838
RAGE: 502,672


YOU MADE HISTORY





Foi muito foda participar disso tudo. Rage é de longe a banda que mais admiro e mais escutei na minha vida. É a melhor banda pra mim dos vivos, dos mortos, e creio dos que ainda virão por aí. Foi sem sombra de dúvida o melhor show da minha vida.


Vale a pena ver o video da BBC do dia show. Passa muito toda a energia daquele dia.


[BBC] Rage Against the Machine perform free gig for fans


Durante o show Zack disse: We can change the world!

Pode até não ser verdade, mas foi muito bom escutar isso, e a sensação que tínhamos naquele domingo era mesmo essa.




Hoje, 08 de outubro de 2010, um dia antes do show no SWU. Primeiro show do Rage na América do Sul, o dia de amanhã será histórico assim como o dia 06 de junho de 2010. Pena não estar lá pra ver isso ao vivo. Então, um ótimo show pra todos que vão!

E o que virá depois? Tenho a sensação que depois de passar pela América do Sul, eles terão energia pra um novo CD.



It has to start somewhere 
It has to start sometime
What better place than here, 
what better time than now?

All hell can't stop us now!

12.9.10

Zeitreise


Słońce
Upload feito originalmente por brecht [Albrecht Mariz]
As portas do vagão se fecham, o trem começa a andar. Quantas vezes não era eu que estava ali, naquela mesma plataforma, com o olhar triste por ela ir passar umas semanas em casa, ou com um sorriso ansioso esperando ela descer do trem. Agora, ela ficou, eu tive que partir, mas não pro país vizinho, e não por algumas semanas, mas por muitos meses.

Quando o trem partiu, e não pude mais ver ninguém que tinha ficado na plataforma, fui procurar meu lugar. Chego na cabine, cinco adolescentes ocupam todo espaço, o lugar que sobra, claro, não é na janela. Apesar de eu ter reservado meu lugar na janela deixei o cara que dormia com a namorada ficar lá. Foram tentando puxar papo, eu falando pouco, com meu inglês terrível, eles também. Eram tchecos, estavam vindo de Praga e indo para Amsterdam. Coffe shop, red light district, maconha, drogas, e os olhos deles brilhavam. Depois de um tempo um casal some por um bom tempo, ganho uma cama. Não consigo pregar o olho, mas apesar disso, a viagem passa até rápido. Hora de trocar de trem. Quando já estou descendo, o cara que dormia com a namorada e não havia acordado em nenhum momento, vem correndo atrás de mim, e sem falar nada, me entrega meu marionete e volta para a cabine. Não aguentava mais carregar esse marionete e tive a idéia de deixar para ser o mascote deles da viagem. Não deu certo. Agora tá assustador, por ter se quebrado todo na viagem.

O segundo trem já está esperando na plataforma, pergunto qual o meu vagão, o último. Estava no primeiro, e em cinco minutos o trem iria partir. Deu tempo. Trem bem melhor, dessa vez ninguém indo pra Amsterdam, pessoas com cara de cansadas, fazendo provavelmente uma viagem de negócios. O homem que dorme na minha frente, não fecha os olhos enquanto dorme. Fiquei olhando direto nos olhos dele, sinistro.

Trem atrasa, preciso descer em outra estação e pegar outro trem pra chegar no aeroporto. Já de manhã na cidade de Mainz, vários engravatados esperam o trem para Frankfurt, trem lotado, mas consegui pegar um lugar sentado.

O aeroporto de Frankfurt é enorme, mas por sorte acho o Check-in rapidinho. Assim que faço check-in aparece um amigo meu. Não acreditava que ele ia aparecer. Aquilo foi mesmo do caralho, um grande amigo aparecer pra se despedir. Ainda tempo pra um café, se bem que idéia original era tomar uma cerveja para lembrar dos dias na cozinha de casa quando a gente decidia que não ia fazer nada nesse dia, a não ser beber. Ou então morrer de rir, com os olhos vermelhos, vendo um outro vizinho alucinado cozinhando freneticamente com uma quantidade absurda de temperos.

Mais uma despedida, como é difícil pra mim, e vou para o portão de embarque. O aeroporto de Frankfurt agora sim se mostra enorme, devo ter andado quilômetros até achar meu portão. Já no avião, última ligação, no outro lado, voz triste, fica bem, se cuida, me mande notícias, por favor. Cruzando o oceano, sempre o maldito oceano, Salvador, Recife.

9.9.10

Deutsch

Alemão não é mesmo um idioma fácil, demorou para me sentir realmente seguro com o idioma, se bem que na universidade... lá a coisa nunca deixou de ser feia, apesar, de sim, ter feitos enormes avanços. Mas aqui não quero falar sobre gramática alemã e muito menos sobre lingüística alemã, termos demasiado complicados. É que agora indo deitar, me lembrei de um erro que eu sempre cometia, sempre falava Ich gehe ins Bett, Ich bin ins Bett, e sempre escutava Ach! Du bist immer ins Bett, Du und dein Bett hey! O certo seria Ich bin im Bett, sendo assim dativo. E já estou eu falando de gramática...

Bom, isso eu aprendi, mas até hoje tenho problemas com o Ö. Sempre pedia um Doner, ao invés de pedir um Döner. No caso, sempre pedia uma tempestade, invés do famoso sanduíche berlinense. Uma vez pedi um köfte, pra variar, e claro, falei: Ein Kofte, bitte. O cara não entende, repito kOfte, então ele, repita comigo, Kööööfte. Sempre fui alvo de piadinhas de quem não tinha esse problema com o maldito Ö.

Também era problemático o uso dos verbos modais, no começo havia uma lista grudada na parede com todos os 5 (são 5?) e seus significados. Tinha mesmo problemas com isso, e mesmo depois que aprendi, usava muito pouco. Falava: Na, hören wir Musik? Até começar a escutar, Wat? Ich hab gar nichts verstanden... E então passar a usar o danado do modal, Naja... wollen wir Musik hören? -Na, klar!

Os maiores problemas eram os com conotação sexual, e nem eram muitos, e mesmo assim muito sutis. Um dia cheguei animado na cozinha dizendo que podia dormir na casa da mãe de uma amiga na Polônia, cheguei dizendo, Ich kann mit der Mutter von Marta schlaffen!!! E todo mundo, Waaas??? Repito, Ja, nicht gut? Ich kann mit der Mutter von Marta schlaffen! Bom, estava falando que ia dormir, no caso transar com a mãe dessa minha amiga. O certo seria falar, Ich kann bei der Mutter von Marta schlaffen! Apenas a preposição bei no lugar de mit. Já tive muito problema com esse mit, mas depois passei a usar a favor dando uma de doido. Usando o mit, vendo a reação e então cambiando ou não para o bei. Vantagens de se ter a desculpa que não fala alemão direito.

Desculpa essa que sempre usava na universidade para adiar datas de trabalho, tentar ganhar um pontinho extra por ter ali me esforçado com esse idioma acadêmico desgraçado, de não entender nada nas reuniões (porra, aí não era nem desculpa mesmo), enfim uma série de desculpas que sempre funcionaram muito bem.

É ótimo e ao mesmo tempo terrível ter que fazer tudo numa língua que não é a sua. No primeiro mês era um terror pegar o U7 com Dick (sim, esse era o nome do cidadão), da TU até Neukölln. Mas depois de aí, uma certa fluência, passei a caçar gente pra conversar, não conseguia mais parar. E depois de um bom tempo, nos aí últimos 6 meses, conversar pensando direto em alemão, errando pouca coisa, senti mesmo que tinha evoluído bastante, mas ainda sem entender muita coisa e pedindo uma tempestade no lugar de um kebap.

1.9.10

Enjaulado


Enjaulado (Caged)
Upload feito originalmente por brecht [Albrecht Mariz]
Uma semana, uma semana separa o dia que cheguei de volta ao Recife do post de hoje. Uma semana, como no post anterior que dizia faltar uma semana pra deixar Berlim.

Quando, em Berlim, fecharam a porta daquele vagão do trem que vinha da Varsóvia, me senti como que numa máquina do tempo. Naquele momento começaria uma viagem no tempo, uma viagem de volta ao passado. Olhar nos olhos das pessoas que ficaram na estação principal de Berlim, que permaneceram no futuro, olhar nos olhos dessas pessoas, tão queridas, pela última vez dentro de muito tempo. Os meus olhos eram só lágrimas e a unica coisa que me fazia parar, era pensar decidido que eu irei voltar. E a vontade de desistir desse trem não faltou, desistir de tudo, viver de qualquer coisa em Berlim, só pra estar ali, só pra se estar com quem se quer. Mas faltou coragem para se entregar a essa vontade, sempre com o pensamento da volta, mesmo sabendo que nada será como antes, uma viagem ao futuro é bem mais incerta do que uma viagem ao passado. Mas se estivesse permanecido, as coisas continuariam como antes? As coisas sempre mudam, não tem como fugir disso.

Uma semana em Recife, uma semana de volta ao caos, de usar cinco chaves para entrar em casa e se sentir "seguro", enjaulado, de volta ao passado, enjaulado no passado. Mas se o futuro está logo ali, pra que ficar preso no passado?

O blog continua por um tempo, até eu achar que não tem mais nada pra escrever sobre Berlim, ou até eu ver que chegou a hora de parar. Fui percebendo que muita gente acompanha o que escrevo por aqui, muitas pessoas que nem conheço. Apesar de ter me assustado um pouco com isso, pois o que escrevo é por vezes super pessoal, achei isso muito bom.